“— Oi.
— Oi.
— Gostei do teu cabelo.
— Amei tua barba.
— Teu sorriso não é dos piores.
— Nem o teu.
— Tua voz é… mansinha.
— Teu olho é claro?
— Mais que o teu, disso tenho certeza.
— Mas os meus são pretos.
— E os meus azuis.
— Teus braços passam segurança.
— E teus seios conforto.
— Gay.
— Gorda.
— Pegou pesado…
— Eu sempre pego.
— Percebi.
— Já te amei.
— Também já gostei um pouco de ti.
— Ainda te amo.
— Tu é agradável.
— To dizendo que te amo.
— E eu que amo chocolate.
— Eu repeti que te amo.
— E eu vou repetir que amo chocolate.
— Chocolate engorda.
— E o teu amor machuca.
“Só você e o seu travesseiro, as coisas começam a ficar complicadas.
Quando você quer dormir, mas seus pensamentos querem ficar acordados.
O quarto todo em silêncio, mas sua mente tá tão alta…
“— Bom dia.
— Dormiu bem?
— Dormi, mas… As coisas não aconteceram como eu imaginava.
— Esperava que eu trouxesse o café na cama? Desculpa se seu príncipe chegou no quarto de mãos abanando. O cavalo também vai ficar pra outro dia, mas eu tenho uma moto bem legal na garagem.
— Príncipes não andam de cueca pela casa, que deselegante.
— Princesas não fazem barulhos estranhos durante a noite.
— Eu nunca disse que era uma princesa, eu disse? Não disse.
— Porque não volta a dormir? Parece um anjo enquanto dorme.
— E como me pareço acordada?
— Um furacão. Aqueles que destroem absolutamente tudo por onde passam.
— Essa bagunça já tava aqui quando eu cheguei, nem vem. — Ela ri.
— Vou deixar assim pra você arrumar.
— Teu quarto?
— Minha vida.
~
Parece um clichê romântico, e realmente é. (abstinenc-e)